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Esta página mostra como juntar as três camadas de segurança (credenciais, mTLS e allowlist de IPs) em um cliente HTTP funcional. Se você ainda não tem o certificado emitido, comece por mTLS.

O que você precisa em mãos

A chave privada e a API key nunca devem ser versionadas. Use variáveis de ambiente ou um cofre de segredos (AWS KMS, HashiCorp Vault, Azure Key Vault).

Diferenças entre ambientes

Os exemplos abaixo usam Produção. Para testar em Sandbox, troque a URL base e remova o certificado da configuração do cliente.

Exemplos por linguagem

Todos os exemplos chamam GET /baas/api/v1/balances. Troque o método e o caminho conforme o endpoint que você precisa consumir.
Java: converta o par de arquivos para PKCS#12 antes de rodar o exemplo.
C#: a partir do .NET 9, o construtor X509Certificate2(byte[]) está obsoleto. Substitua a linha de reexportação por X509CertificateLoader.LoadPkcs12(certificate.Export(X509ContentType.Pfx), null).

Validando a conexão

Antes de apontar a aplicação para Produção, confirme cada camada isoladamente.
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Confirme que o certificado e a chave são um par

Os dois comandos abaixo precisam devolver exatamente o mesmo hash. Se divergirem, o certificado recebido não corresponde à chave usada para gerar o CSR.
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Teste o handshake TLS isoladamente

Este comando valida apenas a camada de certificado, sem envolver credenciais ou endpoint de negócio.
Procure por Verify return code: 0 (ok) na saída.
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Valide pelo Portal do Desenvolvedor

Na etapa de validação do mTLS, o portal exibe um endpoint hello-mtls exclusivo do seu certificado. Chame essa URL a partir do seu ambiente usando o certificado emitido e volte ao portal para confirmar a conclusão da etapa.
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Faça a primeira chamada autenticada

Com o handshake funcionando, adicione os headers de credencial e chame um endpoint real, como no exemplo em cURL acima. Use -v para inspecionar o handshake caso algo falhe.
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Confirme o IP de saída

Verifique de qual IP público a sua aplicação sai e confirme que ele está na allowlist.
Se a infraestrutura usa NAT, proxy ou balanceador, o IP de saída pode ser diferente do esperado. Veja Filtros de IPs.

Configurando o Postman

O Postman gerencia certificados por domínio: uma vez cadastrado, ele é aplicado automaticamente a todas as requisições daquele host.
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Abra as configurações

No menu do Postman, vá em File → Settings.Menu File com a opção Settings destacada no Postman
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Acesse a aba Certificates

Na lateral, escolha Certificates e clique em Add Certificate, na seção Client certificates.Aba Certificates das configurações do Postman com o botão Add Certificate
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Informe o host e anexe os arquivos

No campo Host, informe apenas api.delbank.com.br, porque o Postman já preenche o prefixo https://. Deixe a porta em branco para usar a 443.Em CRT file, selecione o certificado.pem. Em KEY file, selecione a chave-privada.key, a mesma gerada junto com o CSR. O campo PFX file é uma alternativa: use-o apenas se você tiver convertido o par para PKCS#12, e nesse caso deixe CRT e KEY vazios. Preencha Passphrase somente se a chave privada tiver senha.Formulário Add certificate do Postman com os campos Host, CRT file, KEY file, PFX file e Passphrase
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Adicione os headers de credencial

Na aba Headers da requisição, informe x-delbank-api-key e x-delfinance-account-id.Aba Headers do Postman com os headers x-delbank-api-key e x-delfinance-account-id
Guarde a API key e o Account ID como variáveis de ambiente do Postman marcadas como secret, e não direto no header da requisição. Assim a coleção pode ser compartilhada com o time sem expor credenciais.

Erros comuns

Para a lista completa de erros do handshake, consulte mTLS.

Boas práticas

  • reutilize o cliente HTTP entre as requisições, para não repetir o handshake TLS a cada chamada;
  • carregue certificado, chave e credenciais de variáveis de ambiente ou de um cofre de segredos;
  • mantenha pares de certificado distintos para Sandbox e Produção;
  • exija TLS 1.2 ou superior e mantenha a verificação do certificado do servidor ativa;
  • monitore o vencimento do certificado e rotacione antes da expiração;
  • registre falhas de handshake separadamente das falhas de autorização, pois elas apontam para camadas diferentes.